A grande partida entre o Banco e a Fintech

Se quiséssemos organizar uma partida entre o banco e a Fintech, e ainda ter uma chance de prognosticar quem sairia vencedor, teríamos que começar a listar os pontos fortes e fracos de cada um em sua luta por seduzir clientes, a saber que trata-se de duas filosofias económicas opostas, em todos os sentidos (perdoem-me o trocadilho).

 

Na realidade, esta partida entre o banco e a fintech já começou há mais de uma década, logo após a grande crise de 2008. Assim como veremos, o aparecimento de um novo paradigma começará a mudar as regras do jogo, pois se por um lado os bancos afirmam não temer a concorrência de empresas novatas, os jovens brotos da tecno-finança estão convencidos de que já deixaram os atores tradicionais para trás de maneira irreversível.

 

Pontos fortes e fracos dos Bancos e das Fintech.

 

Como em todos os confrontos, existe uma considerável quantidade de blefes de ambos os lados que trataremos logo de desmistificar, a começar pelo principal argumento do banqueiro. De fato, a posição defendida a unhas e dentes pelos bancos repousa na ideia de que são agentes incontornáveis, notadamente pelos importantes recursos que movimentam. Meios colossais permitem-lhes assegurar a robustez e estabilidade dos serviços que provêem, critérios essenciais no momento de receber o voto de confiança de seus clientes, destes que hão de confiar-lhes seu dinheiro. Ademais, grande parte dos Portugueses têm créditos ao consumo ou imobiliários junto à bancos e administram-nos em paralelo a suas contas pessoais. As Fintech estão bastante para trás neste ramo, e pelo visto não estão sequer próximas de substituí-los a esta altura do jogo.

 

Apesar de tudo, os ataques recentes efetuados por ciberpiratas e que afetaram os bancos em particular levaram a conscientização do frágil que são os sistemas de proteção à confidencialidade destas instituições. Ademais as instituições financeiras tradicionais desprezam a capacidade comprovada dos gigantes da web em implementar plataformas perfeitamente confiáveis e de custo reduzido mediante tecnologia moderna.

 

Muitos bancos continuam operando em sistemas baseados em COBOL, pois serão neste caso menos vulneráveis a vírus, mas apresentam ao mesmo tempo limitações do ponto de vista do desenvolvimento de sistemas.

 

Explico-me: em termos de tecnologia, esta linguagem de computação lê-se facilmente, e redige-se um pouco como em inglês, além de ser capaz de tratar gigantescas quantidades de dados com relativa facilidade e é de uso simples. Em contrapartida seus programadores devem conhecer linguagem de máquina e já quase não encontram recursos extras.

 

As Fintech são valentes e tratarão de aproveitar ao máximo todos os recursos das linguagens modernas, e hão de desenvolver aplicações adaptadas a suas necessidades específicas de proteção e segurança, e, sobretudo, à mão de qualquer usuário, seja por aplicativos ou sites de internet.

 

Clientela cativa: a principal vantagem dos bancos.

 

A superioridade dos bancos em termos de proteção de dados é, nesta altura do campeonato, apenas um mito. No entanto nesta competição os agentes históricos contam com uma enorme vantagem sobre os agentes do banco 2.0, uma clientela cativa e muito passiva, a qual parece ter-lhe exagerada confiança. A maior parte das pessoas mantêm disciplinadamente suas contas em um banco durante anos, sem sequer conhecer as comissões que pagam por seus serviços. Este será o grande desafio das Fintech, pois não será nada fácil convencer particulares ou empresas a confiar-lhes a administração de seu capital.

 

As Fintech, campeãs em agilidade e integração em tempo real.

 

As start-ups têm em contrapartida outros ases em suas mangas, nesta competição entre os Bancos e a Fintech, a começar por seu modelo de operação, diametralmente oposto aos dos bancos convencionais e das grandes instituições financeiras, já que sua principal preocupação reside em responder corretamente às expectativas de seus clientes nesta nova era digital. A destreza é sua força, enquanto seu perfeito domínio e fluidez em tudo o que diz respeito às novas tecnologias de informação e comunicação permite-lhes efetuar quaisquer correções ou desenvolvimento em tempo real. Os Bancos por outro lado seguem prisioneiros de um patrimônio informático digno de museu, cada vez menos compatíveis com as exigências dos serviços online, das aplicações de telemóvel, e dos chatbots entre outros futuros agentes virtuais, e das diretivas DSP2 com suas consequentes exigências (caso ainda não sabe exatamente o que é, busque no site do Banco de Portugal).

 

Conclusão sobre a partida entre os Bancos e a Fintech

 

Se quiser tornar-se realmente competitivo o Banco deverá proceder à uma modernização profunda tanto em seu meios como em suas ferramentas. Em quanto às Fintech, seu ponto de inferência reside em sua capacidade de conquistar a confiança de um número suficiente de utilizadores para assegurar sua sobrevida. Será uma lástima para estes que não conseguirem adaptar-se nas partidas que ainda estão por vir.




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