cartão pré-pago conta bancária

Abrir uma nova conta bancária?

O aparecimento da geração sobre-bancarizada

 

Os últimos avanços tecnológicos, sobretudo no que diz respeito aos serviços financeiros, estão a permitir a muitos rejeitados reintegrar o universo dos bancos. O que passa é que existe toda uma categoria da população que foi excluída desde o início do mundo dos bancos – trata-se daquela clientela chamada de “de risco” com ou sem razão. Aqueles cujos rendimentos são variáveis ou instáveis, jovens em princípio de carreira, autónomos e trabalhadores com rendas modestas, além de estudantes estrangeiros e imigrantes irregulares a espera de regularização.

 

Um banco tradicional oferece em sua gama de serviços financeiros, além das operações corriqueiras, créditos mais ou menos importantes em função da situação financeira de seus clientes, e saldo negativos, também chamados créditos de emergência a dar uma mão àquele que extrapolou seu saldo disponível. 

 

Assim como para as operações corriqueiras, o banco cobra por cada serviço que oferece a sua clientela e a soma de todos estes constitui parte ou todos os benefícios do banco. Cada depósito, levantamento de numerário, consulta de saldo ou extrato é cobrado em comissões fixas ou porcentagem sobre a movimentação de capitais. Ademais, os créditos são oferecidos com margens de lucro bem simpáticas para o emissor, podendo variar de 3% a 15% dependendo do tipo de crédito, dos prazos de devolução e do risco envolvido para o Banco – e aqui vem o ponto. Um cliente medianamente endividado a pagar suas prestações em dia é fonte de renda segura e regular. Um cliente sobreendividado ou sem fontes de renda é um problema com o qual nenhum banco quer tratar.

 

Compreensível, pois à priori mesmo se muitos bancos contribuem de uma forma ou de outra mediante associações com os mais deserdados, o sistema bancário também tem suas obrigações e contas a prestar ante seus clientes e funcionários. 

Por outro lado toda uma parcela da população vem sendo esquecida por não enquadrar-se no perfil esperado, aquele perfil que traz alguma segurança ou precaução ao banco. E ironia da vida, estes que parecem mais precisar são aqueles que menos terão acesso ao crédito, para não dizer simplesmente ao Banco.

 

Carecer de acesso ao Banco significa não poder efetuar compras com cartão, sair todos os meses pagar suas contas em agências dos correios, comprar a prazo, transferir dinheiro ou pior, receber transferências e remessas de dinheiro. Significa inclusive não poder comprar por internet.

 

Contudo o Banco de Portugal publicou nas entrelinhas de seu site que a principal fonte de renda dos bancos continua a ser as comissões cobradas por cada serviço. Esta proporção pode chegar a 30% dos ingressos de um banco. Isto significa uma mensagem muito fácil de entender-se para qualquer jovem empreendedor com os ouvidos atentos. Pensem um segundo:

 

Se uma da principais fontes de renda dos bancos continua a ser as comissões cobradas por serviços, e se o medo dos bancos em aceitar a clientela de risco é de que venham a tornar-se insolváveis, a endividar-se sem poder ressarcir seus empréstimos, uma solução existe.

 

Toda esta clientela potencial representa uma mana dos céus quando ao eliminar-se o risco de inadimplência. É justamente o que resolveram fazer os novos atores do mercado financeiro em Portugal. Em vez de oferecer contas de serviços mínimos com duvidosos cartões de débito de aceitação medíocre e humilhando potenciais futuros clientes como autónomos e jovens em início de carreira, apareceram enfim as Fintech, empresas de tecnologia aplicada às finanças em uma subida vertiginosa e mudaram as regras do jogo.

 

A oferecer contas não bancárias em cartões pré-pagos sem oferecer créditos ou saldos negativos, apenas cartões de crédito pré-pago VIP e todas as suas funcionalidades e aceitação e a cobrar apenas comissões por serviço prestado como qualquer banco tradicional, a fintech permite a cada Português ser um cliente VIP, independentemente de seus ingressos. E esta é sua grande jogada.

 

O cartão de crédito pré-pago opera com fundos que lhe foram depositados de antemão, como qualquer banco, e cessa de funcionar ao esgotarem-se os mesmos fundos. Sua conta não bancária, à exemplo dos bancos tradicionais oferece a possibilidade de receber seu salário ou qualquer outro depósito ou transferência bancária mediante um NIB/IBAN internacional, e igualmente de pagar, efetuar débitos automáticos e remeter dinheiro a qualquer conta bancária ou cartão de crédito tradicional – sem contar depósitos e levantamentos de numerário em caixas automáticas.

 

O Banco de Portugal hoje as considera, as Fintech, e fomenta reuniões entre os banqueiros tradicionais e estes novos agentes para discutir o futuro de nossa economia: confira aqui. Pessoalmente não me surpreenderia em descobrir um dia que justamente o aparecimento destas start-up da economia foram parte da razão pela qual o banco de Portugal decretou que todo cidadão tenha direito a uma conta mínima de serviços a despeito do banqueiros, de maneira a melhor monitorar os movimentos de capitais em nosso país, e sobretudo para fora de nosso país, visto que as operadoras de cartões pré-pagos sem vínculos diretos com bancos estão no estrangeiro.

 

E surpresa ou não, eis que finalmente em Portugal andamos a testemunhar o aparecimento da geração dos sobre-bancarizados. A grande pergunta agora será a seguinte: a ter desperdiçado e perdido a geração dos sub-bancarizados, perderão agora os bancos a geração dos sobre-bancarizados? Saberão eles oferecer serviços inovadores e seduzir aqueles que já não necessitam mais de bancos nem estão dispostos a pagar suas salgadas taxas?

Esta geração ainda modesta em Portugal como em Europa está contudo em plena expansão no além mar na terra de Tio Sam. Em geral os Estados Unidos têm ao menos de 10 a 20 anos de avanço em  relação ao velho continente e Portugal alguns anos em relação à Alemanha e Inglaterra – poder-se-ia razoavelmente prever o mesmo tipo de fenómeno a ocorrer por estas bandas em breve. 

 

De fato, com o impulso das start-up das finanças, nunca foi tão fácil e acessível abrir uma conta bancária. Os aplicativos de telemóvel vieram incrementar este novo campo a florescer a propor novos modos de gerenciar suas contas a acelerar substancialmente as operações bancárias – de hoje em diante, todas efetuadas nos ecrãs de seus telemóveis.

 

Se inicialmente apenas os jovens pareciam interessar-se ou dar um voto de confiança às fintech, aqueles que já nasceram em um mundo no qual ninguém mais sabe o que é revelar uma foto, uma fita cassete ou esperar a linha do telefone – mas que não temem a internet, hoje em dia pode-se dizer que a maioria dos portugueses já prefere fazer suas contas e optar pelo que lhe custe menos. As fintech já detém capitais consideráveis e atraem categorias cada vez mais diversificadas da população. Objetivo: otimizar as finanças na ponta dos dedos.

 

Hoje quase todos os jovens americanos têm em paralelo a suas contas bancárias convencionais, contas de poupança ou pré-pagas com agentes 100% online. Muitos têm portfólios de investimentos com corretores online e seguros de vida ou de aposentadoria adquiridos com um robot-advisor. Esta nova geração não pensa duas vezes antes de investir parte de suas economias em plataformas de financiamento participativo a visar obter melhor rendimento sobre seus investimentos.

 

Ora pois, eis a clientela de risco ontem a converter-se na clientela com quem sonhavam todos os banqueiros. O património somado de todos eles deve acercar-se do milhão de Euros. O que falta é aquela fórmula para atrair e fidelizar esta clientela, uma fórmula calibrada para suas necessidades específicas.

 

Mas verdade seja dita, mover os portugueses de suas contas bancárias actualmente nada mais é que utópico. Por hábito, sensação de segurança, pelos anos que passam, e sobretudo porque até o dia de hoje não conheci um luso que colocaria todos seus ovos na mesma cesta. Pelo contrário, na melhor das hipóteses tentaremos aqui e ali alguma manobra preferencialmente proveitosa, e no fim do dia voltaremos a nossa boa e velha bodega. 

 

As fintech deverão agora armar-se de criatividade pois estarão condenadas a conviver com os gigantes os agentes tradicionais, sendo que sua única vantagem são as exigências crescentes da clientela. Note-se a integração entre plataformas a permitir transferências de fundos entre umas e outras, e as premissas de provocar a queda das barreiras entre os diversos produtos, fornecedores e clientes como futuro iminente. Os agentes que não forem capazes de integrar tais premissas em sua estratégia de crescimento estarão em desvantagem, e quem sabe… desqualificados.

 

As fintech estão com uma boa dianteira e estão em franca vantagem no que diz respeito ao pagamento mediante conta não bancária e o cartão pré-pago.  




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